O Padre Cícero que Eu Conheci PDF Imprimir E-mail
Escrito por André Oliveira Santos   
Seg, 28 de Abril de 2008 22:56
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O Padre Cícero que Eu Conheci
O Padre Cícero que Eu Conheci p. 02
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O PADRE CÍCERO QUE EU CONHECI

 

Amália Xavier de Oliveira

 

 

Diariamente aconselhava a milhares de pessoas que se postavam em frente à sua casa para receberem a bênção que era dada depois que rezavam o rosário e ouviam os conselhos. Não raro faziam-lhe perguntas sobre o inverno, sobre os de suas famílias que estavam ausentes; pediam-lhe remédio para todas as doenças. A todos ele atendia com palavras de conforto. Por onde passava, o povo se levantava respeitosamente pedindo-lhe a bênção e ele abençoava recomendando que "rezassem o rosário da Mãe de Deus". — Página 42.

 

Seu zelo apostólico desenvolvia-se em Juazeiro e sua fama de santidade corria numa grande extensão. Às vezes andava a cavalo para ir ao Crato ou celebrar na Capela do Buriti. Ia sempre acompanhado por muita gente, aproveitando para rezar o Rosário. Depois arranjaram-lhe um carro de luxo porém puxado por uma junta de bois. — Página 42.

 

Não descurou a instrução dos poucos habitantes. Já havia em Juazeiro, antes de sua chegada, a escola regida pelo seu amigo professor Semeão Corrêa. Faltava uma escola para meninas e ele procurou arranjar. Não podemos precisar se foi logo a escola regida por D. Naninha, moça do Riacho do Sangue que criou a beata Mocinha e aqui chegou lá pelos idos de 1875 ou 1876. — Página 43.

 

Meus avós maternos residiam na casa onde ainda resido com minhas irmãs à rua Pe. Cícero, n.º 102. Minha Mãe, que contava apenas seis anos de idade quando ele aqui chegou, dizia que muitas vezes ele ia conversar com meu avô e lhe pedia uma brasa para acender um cigarro de palha de milho que ele mesmo fazia na hora que queria fumar. Ela levava-lhe a brasa numa colher e esperava que ele acendesse o cigarro para poder entrar. — Páginas 43-4.

 

No seu zelo apostolar, saía muitas vezes à noite pelas imediações do arruado para ver o que estavam fazendo as ovelhas que naquele dia não havia visto o Pastor. Às vezes lhe chegava a notícia de que estava havendo um "samba" em lugar mais afastado. Para lá se dirigia. Para dissolver a festa era bastante que algum mais esperto, ao avistar o Padre, gritasse para os outros: "Lá vem seu Padre." Corriam todos, saindo em primeiro lugar os tocadores. — P. 44.

 

Logo em 1873 a Capelinha de Nossa Senhora das Dores já não comportava mais os fiéis que freqüentavam os atos piedosos presididos pelo capelão.

 

O Pe. Cícero começou a arrumar o pessoal para trabalhar pela construção de uma nova Capela, no mesmo local, capaz de comportar o povo. Concitou toda a população para o trabalho; todos teriam que cooperar. Era preciso fazer tijolos, telhas, arrancar e carregar pedras até o pé da obra, cortar madeira para os andaimes, preparar linhas, caibros, ripas, portais, enfim, fazer os trabalhos necessários à realização do plano traçado. — Página 46.



Última atualização ( Sex, 02 de Maio de 2008 21:01 )
 

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