Em 1886, D. Joaquim responde a uma carta do P. Cícero:
"... Tenho a satisfação de responder-lhe atendendo às peculiares condições da Capela de Juazeiro, onde reside um sacerdote ilustrado e zeloso, estou autorizado a conceder-lhe a faculdade de conservar o Santíssimo Sacramento para aumento da piedade dos fiéis e cumprimento dos seus deveres religiosos... N. Senhor lhe conserve o fervor e lhe console nos transes dos ofícios da vida. Ore sempre pelo seu servo e amigo". — Página 12.
Depois de 1890, D. Joaquim muda radicalmente de opinião. Por exemplo, ele faz um relatório ao Internúncio, nestes termos:
"... O P. Cícero, homem original e principal protagonista da deplorável comédia, respondia sempre com equívocos... A este sacerdote, que não é sincero, só tenho permitido celebrar o Santo Sacrifício da Missa... Darei mil graças a Deus se o dito sacerdote, efetivamente, retirar-se desta diocese, onde só pode fazer o mal". — Página 13.
O P. Cícero não foi político por gosto, como veremos no capítulo consagrado a este tema. Numa carta ao Dr. José Geraldo, contando o falecimento de Dr. Floro, o político do padre, ele confiava:
"... Como deve saber, em face de minha qualidade de sacerdote, em face da afastada vida que levo e em face da minha idade, não me é possível cuidar pessoalmente da administração do município e estar, constantemente com a solução de muitos casos de toda ordem que impõe uma chefia política. De tudo isso, portanto, era encarregado Dr. Floro..." — Página 47.