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Padre Cícero
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Constante preocupação teve o Padre Cícero com o povo que lhe foi entregue, em sonho, por Jesus Cristo.
Pouco tempo depois de o Padre Cícero fixar residência em Juazeiro, a pequena população percebeu que ele era um padre diferente dos outros: sincero, austero nos costumes, virtuoso, intransigente com o pecado porém brando de coração, humilde, conselheiro, compreensivo, acolhedor. Sobretudo, não se limitava a mandar fazer. Dava o exemplo fazendo.
Essas virtudes, que valeram ao Padre Cícero o respeito de todos e a obediência de muitos, foram passando dos limites da povoação. Não raro, pessoas dos municípios vizinhos vinham conhecer o padre, aconselhar-se com ele, pedir a ele um remédio ou mezinha, um socorro pecuniário, o apadrinhamento de um filho, a solução de um casamento, de uma ofensa a uma filha solteira, a cura de um louco furioso, — que estava com o cão nos couros.
O padre atendia a todos com solicitude. Não há registro de que jamais tenha deixado de atender a quem quer que o tivesse procurado. Não havia hora para almoço, para descanso. Os filhos da Mãe de Deus ocupavam o dia inteiro do padre, em cuja casa não faltavam.
Os fenômenos da transformação de hóstias consagradas em sangue, em carne, em coração trouxeram a Juazeiro do Norte multidões de pessoas, todas curiosas de ver o Padre Cícero, ver a beata Maria de Araújo, ver uma transformação. Procediam elas de Alagoas, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, do Piauí, do Maranhão, do Ceará.
A bondade do Padre Cícero foi fixando aqui alguns “curiosos”. Os que não passaram a morar aqui, ficaram visitando a cidade todos os anos, pelo menos uma vez. Passaram a ser chamados romeiros. Estas multidões são as romarias.
Há quarenta e poucos anos, as romarias eram duas: a de setembro, em homenagem a Nossa Senhora das Dores; e a de novembro, em honra dos finados.
Depois, o Padre (agora, Monsenhor) Francisco Murilo de Sá Barreto, chegado há quarenta e cinco anos à Paróquia de Nossa Senhora das Dores, fortaleceu a devoção a Nossa Senhora das Candeias. Assim, o simples costume de acender uma candeia (lamparina ou candeeiro) à santa foi tomando corpo e passou a romaria, conhecida como Romaria das Candeias. A candeia era colocada numa janela da sala da frente de cada casa, na noite do dia dedicado à santa. Depois, passamos a acender vela à santa naquela data, pois gás (querosene) quase caiu de uso.
Passamos a ter “três grandes romarias” por ano: a Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro; a Nossa Senhora das Dores (15 de setembro) e pelos Finados (2 de novembro).
Por pedido do Padre Cícero, após sua morte os romeiros não deveriam deixar de vir a Juazeiro visitar Nossa Mãe das Dores.
Estima-se que Juazeiro do Norte recebe um milhão de romeiros por ano. |
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| Última atualização ( Sex, 02 de Maio de 2008 18:56 ) |
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